A revolução tecnológica na piscicultura brasileira: O uso de sensores e sistemas automatizados
A piscicultura brasileira tem experimentado uma verdadeira revolução tecnológica nos últimos anos, com a introdução de sistemas automatizados e sensores de última geração que garantem a melhoria na qualidade da água e na nutrição dos peixes. Essas inovações não apenas aumentam a eficiência da produção, mas também contribuem para práticas mais sustentáveis e responsáveis.
De acordo com José Miguel Saud, especialista em aquicultura, "o uso de tecnologias no monitoramento da qualidade da água é essencial para o futuro da piscicultura no Brasil. Com o auxílio de sensores inteligentes, conseguimos obter dados em tempo real sobre parâmetros como pH, oxigenação e temperatura, fatores essenciais para a saúde dos peixes". Ele destaca que, antigamente, o controle desses parâmetros era feito manualmente, o que exigia um esforço considerável e aumentava o risco de erros humanos. Agora, com a automação, os produtores podem agir de forma proativa, ajustando as condições da água antes que um problema se torne crítico.
A adoção de tecnologias não se limita apenas ao monitoramento da água. Outro aspecto crucial que está sendo aprimorado por meio de inovações tecnológicas é a nutrição dos peixes. Os sistemas automatizados de alimentação, por exemplo, estão permitindo que os produtores controlem com precisão a quantidade e a frequência da ração distribuída. "Esses sistemas baseados em inteligência artificial ajustam a alimentação conforme o crescimento e o comportamento dos peixes, evitando desperdícios e garantindo que a dieta seja balanceada de acordo com as necessidades de cada lote de animais", explica Saud.
Os sensores de nutrição, que monitoram a ingestão de ração, podem ser usados para personalizar a alimentação de acordo com a espécie e a fase de desenvolvimento do peixe. Isso resulta não apenas em uma alimentação mais eficiente, mas também em uma maior produção de proteína de alta qualidade, atendendo a uma demanda crescente do mercado nacional e internacional.
José Miguel Saud também ressalta a importância da conectividade entre os dispositivos. "Hoje, muitas dessas ferramentas estão interconectadas e podem ser monitoradas remotamente por meio de aplicativos e plataformas digitais. Isso permite que os piscicultores acompanhem o status das fazendas de qualquer lugar, oferecendo mais flexibilidade e controle", complementa.
O impacto dessas tecnologias vai além da eficiência. Elas também estão ajudando a reduzir os impactos ambientais da piscicultura. A otimização do uso da água, por exemplo, diminui o risco de contaminação dos recursos hídricos e melhora a sustentabilidade do setor. "Com a automação, conseguimos um uso mais racional da água e da ração, o que resulta em um ciclo de produção mais sustentável e lucrativo", explica Saud.
Com a utilização de sensores e sistemas automatizados, os piscicultores conseguem otimizar o uso dos recursos, como ração e água, de maneira mais eficiente. Isso não só melhora a sustentabilidade da operação, mas também reduz os custos. A automação do processo de alimentação e o controle preciso das condições ambientais minimizando desperdícios e aumentando a produtividade, já que os peixes crescem de maneira mais saudável e rápida.
"Os peixes são extremamente sensíveis às condições da água, como pH, temperatura, oxigênio dissolvido e níveis de amônia. Manter esses parâmetros dentro dos níveis ideais é fundamental para garantir a saúde e o crescimento adequado dos peixes. Hoje, com o uso de sensores inteligentes, conseguimos monitorar a qualidade da água em tempo real e ajustar esses parâmetros automaticamente, sem precisar de intervenções manuais o tempo todo. Por exemplo, se o sistema detectar que a temperatura da água está subindo, ele pode acionar automaticamente dispositivos de resfriamento ou ajustar a circulação da água. Isso evita o estresse nos peixes e garante que eles tenham as condições ideais para se desenvolver. Esse tipo de monitoramento contínuo permite que respondamos rapidamente a qualquer problema, reduzindo significativamente o risco de doenças e aumentando a taxa de sobrevivência dos peixes." finaliza o piscicultor José Miguel.
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